«foto enviada por José ModestoA propósito, quantas vezes foi anunciada a cobertura da antiga Sala de Visitas de Matosinhos que o Metro matou de vez?


Há 20 anos que ouço falar numa nova marina de Leixões e num terminal para barcos de cruzeiro. Parece que é desta. O projecto foi apresentado esta semana e custará 51 milhões de euros, incluindo um pólo de investigação e inovação. O projecto consta de um cais com 340 metros de comprimeitos que permitirá a acostagem de navios até 300 metros. A marina tem uma capacidade prevista para 170 embarcações. Todos sabemos como é fácil desenhar projectos no computador e encomendar uns canapés para a sua apresentação. Aponta-se para 2011 para a conclusão deste projecto que também inclui uma residência universitário e um curioso pólo de incubação de empresas (as duas coisas são complementares, presumo). Vamos esperar. Sentados, obviamente.
Raros são os momentos em que nos reconciliamos com o serviço público. Este foi um deles. Quando a nossa Câmara decidiu honrar Mário Maia recebendo o seu corpo numa despedida sentida do povo de Matosinhos ao seu primeiro presidente de câmara eleito. O sr. Mário Maia foi, por isso, o meu presidente democrático e também o meu primeiro patrão num Verão já antiga. Tinha 15 ou 16 anos e passei as férias a trabalhar na "Gónia". A vender anzóis, carretos, canas de pesca, botas de borracha e a preparar encerados para automóveis. O que parecia um castigo aplicado pelo meu pai Queirós acabou por ser um prémio pois aprendi o valor do trabalho e conheci gente muito boa. Foi uma experiência inesquecível. No final ganhei mil escudos, que pedi para me serem dados em "Santos Antónios" (notas de 20 escudos) - o meu primeiro salário a sério. Habituei-me a ver no "bom gigante" Mário Maia não apenas um excelente patrão mas também uma pessoa amigável, sábia e convicta. Raros são os homens que servem o povo sem dele se servir. Tenho a certeza que foi isso que aconteceu com ele. Encontrei-o pela última vez há dois meses, já a doença o minava, quando falava com Vítor Oliveira na rua de França Júnior, junto à casa onde nasceu o agora manager do Leixões. O sr. Mário Maia vinha a descer a rua no seu passo longo e por ali ficámos alguns minutos à conversa. O adeus de Matosinhos ao seu grande presidente dignificou a cidade. O Mário Jorge e o Rui, o seus filhos, e a sua mulher, d. Eugénia, perceberam que a cidade e o concelho jamais esquecerão um matosinhense por adopção mas com todo o seu coração aqui. Na nossa terra e na nossa memória. Adeus presidente, a história já mostrou que não se esqueceu de si.





Marco António é o candidato do PSD à Câmara Municipal de Matosinhos!
Sexta-feira lá apareci no Clube dos Pensadores, que desta vez tinha convidado o seu pensador e criador.
"Vou ser candidato a presidente da Câmara de Matosinhos como independente". As palavras de Narciso Miranda não deixam dúvidas. Pela primeira vez, quebrou o tabu e anunciou, ao JN, que a decisão está tomada. Reagindo ao abaixo-assinado que circula entre militantes do concelho defendendo uma lista protagonizada por si, o ex-autarca respondeu de forma clara. "Desenganem-se aqueles que andam a dizer que não vai haver uma candidatura independente à Câmara", disse, ontem, ao JN, aludindo, entre outros, ao presidente da Autarquia, Guilherme Pinto, que disse não crer no seu avanço. "A esses digo categoricamente: Há três anos obedeci ao aparelho, agora vou seguir os apelos dos militantes anónimos, do eleitorado do PS e da maioria da população, liderando o projecto de uma candidatura independente", acrescentou Narciso Miranda. "Tem dúvidas? Claro que vou ser candidato", reforçou, em seguida, uma semana após Renato Sampaio, líder da Distrital do PS/Porto, ter garantido que serão abertos processos disciplinares contra todos aqueles que integrem listas adversárias, para "consequente expulsão" do partido. Ao mesmo tempo que acompanhava as declarações do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre o caso Freeport, Narciso disse estar também "a ser alvo de ataques políticos e pessoais". "Tal como José Sócrates afirma que não o vencem dessa forma", também o ex-presidente da Câmara garante que os ataques de que diz ser alvo dão-lhe "cada vez mais força para fazer cidadania e ganhar o futuro para Matosinhos e os matosinhenses". "Por causas e princípios, vou resistir e vou continuar a defender o concelho numa candidatura independente", assegurou. Quanto ao abaixo-assinado, ontem noticiado pelo JN, disse ter conhecimento de que "largas centenas de socialistas, identificados com o número de militante e de várias secções de Matosinhos, fizeram essa manifestação de apoio". "Mas perturba-me que pessoas sem visão estratégica ou capacidade de perceber a realidade sociológica de cada comunidade, estejam a provocar tantos estragos no meu partido de sempre", acrescentou. A propósito, destacou os "menos de 10%" conseguidos pelo PS nas eleições de Alfena, em Valongo, contra uma candidatura independente.
Confesso que nunca esperei que o repto aqui lançado tivesse tantas respostas...imediatas. Posso dizer que já recebi uma mão-cheia de convites de adesão partidária. O primeiro foi do PS, pelo Carlos Alberto, e tudo indica que irei respeitar o prometido, ou seja, que aceitarei o que chegou à frente. Mas, acreditem, não está a ser nada fácil esta ponderação. Nunca pensei ser um tipo tão querido pelos nossos partidos...