sábado, 11 de outubro de 2008

PUTEDO NACIONAL


Sinceramente, esta história dos casamentos de homossexuais aborrece-me. Como o casamento em geral. Panascas e fufas, por mim estais à vontadinha. Deus não vos deixa subir ao altar - embora continuemos sem saber o sexo dos anjos... - mas não sou eu que vos impedirei de subir ao cartório do registo civil. É apenas mais um papel, mais um compromisso...o resto é cama, convívio e umas estaladas de vez em quando. Isto quando a coisa não descamba para uma machadada ou um tiro de caçadeira de canos cerrados. Como dá para ver pelas notícias de jornal e pelo que contam os nossos vizinhos, o casamento é uma instituição que está bem e que se recomenda. Não querer que os excêntricos que gostam de abafar a palhinha ou que usam a língua e o dedo não entrem neste filme é francamente desolador. Toda a gente tem direito a mandar-se contra uma parede com a consolação de que o fez, sim senhor, mas primeiro assinou um papel. Não tenho é paciência para os sacristas que um pouco por todo o lado aparecem a defender "a instituição" e que certamente têm muito mais dinheiro do que eu para gastar em putas.

AINDA A COMEZAINA

A pergunta que faço é esta: qual a necessidade de um presidente da Câmara comemorar mais um ano de mandato? Por acaso os eleitores mandatam-no anualmente? Isto é quase como o cidadão comum num simples ano civil comemorar o dia em que andou pela primeira vez de bicicleta, o dia em que tirou o virgolino a uma moça ou o dia em que atropelou dois gatos. Mas percebe-se. O que Guilherme Pinto fez na quinta-feira, Narciso Miranda fez ao longo dos sete dias da semana durante a sua longa permanência no poder. Nada de novo por aqui. O que me deixa um bocado abananado é o afã daqueles que estiveram lá sabendo que se não estivessem as respectivas carreiras podiam ficar comprometidas. Não sei quantos funcionários tem a nossa autarquia (mil? alguém pode ajudar?) e poucos terão sido aqueles que c... de alto para este jantar provavelmente de carne mal assada. E isto porque, infelizmente, o clientelismo é uma doença que progride horrivelmente bem dentro das câmaras municipais e não há purga para ele. Quem lá está, agarra o tacho. Quem está de fora, não passa de gente ingrata, que não reconhece o bem que é o serviço público ou que não gosta de carne assada. Eu gosto mas quanto ao resto, passo. Embora um lugar como chefe de divisão das zero horas às 7 me agradasse profundamente pois tenho algumas ideias perversas para a cúpula do trovão a que alguns chamam sala ogival.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

1747

É a contagem oficial dos participantes no jantar do 3.º mandato de Guilherme Pinto. Afinal os torniquetes funcionaram, digo eu,

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

UM DIA FELIZ


A minha filha hoje quis visitar os seus amigos da Escola da Praia, em Leça da Palmeira, onde frequentou o 1.º e o 2.º ano. Era para estar com eles apenas um pouco à hora da almoço mas foi tal a alegria que a professora Teresa Guimarães a convidou para ficar até ao fim do tempo lectivo. Nesse entretanto, a Francisca descalçou as sapatilhas e o Afonso atirou uma delas para a casa do vizinho (o objecto acabou por regressar ao ponto de partida, horas depois). Sobretudo devido aos horários descontrolados dos pais, a Francisca foi este ano para um colégio particular mas continua muito ligada aos seus amigos, alguns deles que a acompanham desde o infantário (o Iô-Iô, uma instituição exemplar e a quem ela muito deve). É bom verificar este tipo de fraternidade que acaba por envolver também os pais. Como é bom também verificar o carinho com que a miúda foi recebida pelas funcionárias e pelas docentes da escola que frequentou. É algo de absolutamente enternecedor. A escola pública pode ter muitos defeitos - a minha miúda teve, por exemplo, seis professores no 1.º ano... - mas a experiência que hoje vivi apenas demonstrou que nada depende das instituições e que tudo está, no fundo, nas mãos de todos nós.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O TÉNIS NO LEIXÕES

Este é o velhinho court do Campo do Prado - que existia na Tomás Ribeiro - que recuperei do indispensável livro de Belmiro Esteves Galego, a propósito de uma investigação que um amigo meu anda a fazer sobre as origens do ténis em Portugal. Ali se pode verificar que...
A 7 de Novembro de 1909 foi inaugurado o primeiro court do novo parque de funcionar, onde também funcionava um court de croquet, praticando-se também aí jogos de spiropoe, punching ball e boxing.A 29 de Maio de 1910 é a inauguração do parque de jogo, situado na rua Tomás Ribeiro (ainda existe a rua), com uma superfície de 12 mil metros quadroso programa das festas começaou com um torneio de lawn tennis (homens pares e pares mistos), meteu um jogo de futebol e terminou com uma luta de tracção, Dava pelo nome de Campo do Prado.No torneio de ténis participaram Cristopher North e Francisco Guedes de Carvalho (antepassado do agora famoso Rodrigo Guedes de Carvalho), Maria Louise Gotz e Artur Nugent (este foi um dos fundadores do Leixões, falecido em 11 de Setembro de 1932).A 15 de Julho de 1921 o Leixões participou no campeonato do Norte, que decorreu no campo da Constituição, estando inscritos 20 jogadores. José Joaquim Lobão, Eurico de Paiva e Norman Hall foram os tenistas leixonenses.O ténis continuou em actividade. Em 25 de Agosto de 1928 realizam-se nos courts do Leixões os campeonatos anuais de men-doubles. Os pares Aurélio-Lobão e Barros Nobre- António Castilho disputaram renhida final, onde chegaram em igualde de pontos (7 vitórias e 1 empate). Os irmãos Lobão venceram por 6-4 e 6-2 Normal Hall-Eduardo Cruz foram terceiros.Em 16 de Junho de 1929, disputou-se um torneio com o Boavista FC. O leixões alinhou com Aurélio Lobão e Américo Pacheco, Norman Hall e Carlos Neto, Barros Nobre e António castilho e António Lobão e António Amorim de Carvalho. O Boavista participou com Nicolau de Almeida e Pinheiro Torres, entre outros.A 4 de Setembro de 1932, nas festas do 25.º aniversário do clube, Taça José Paiva, o Leixões venceu o Boavista por 18 vitórias contra 6A 1 de Julho de 1934, o Leixões conquistou a Taça Início organizada pelo Lawn-Tennis Club da Foz, tendo na final Mário Paiva vencido Aurélio Lobão, ambos dos Leixões, e venceu também um torneio em Espinho.26 de Maio de 1935, Aurélio Lobão e Carlos Neto são apurados para os quartos de final do campeonato do norte singles júnior ou nao classificadosJulho de 1935 Aurélio Lobão conquista Taça Início, no court de ténis da Foz.é a última notícia relativa ao ténis no livro, de Belmiro Esteves Galego, "Leixões Sport Club - Marcos Importante da sua História", editorial Maresia Recorde-se que os clubes fundadores do Leixões foram o Grupo Lawn-Tennis Prado, Gupoe Lawn-Tennis de Matosinhos e Grupo Leixões Foo.BallersO clube foi fundado numa quinta-feira à noite, em 18 de Novembro de 1907, tendo feito parte da primeira comissão directtiva José Menéres, Jayme Lopes e Guilherme Felgueiras (pelo Prado), Eduardo Torres, Arthur Nugent e José Barbosa (pelo clube de ténis de Matosinhos).

Quem puder acrescentar dados a tudo isto, fico desde já encarecidamente agradecido, bem assim como o meu amigo Norberto Santos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

TIREMOS-LHE A CARTOLA

Foto Luís Vieira Digam lá se não parece o nosso presidente...com bigode!

OS BANDIDOS TIRARAM A MÁSCARA


O crash dos mercados mundiais é algo que nos pode afectar a curto prazo, pondo em causa planos de vida feitos com realismo e com base no produto que é o trabalho. A leviandade chegou ao ponto de os próprios Estados admitirem planos de salvação para os bancos que estão em falência técnica, passando uma esponja sobre a responsabilidade que esses mesmos bancos têm na crise que nos afecta a todos. No fundo, o mercado financeiro não passa de um gigantesco bluff e de uma espécie de selvajaria em nome do liberalismo capitalista. Quando a merceria da nossa rua abre falência porque entretanto abriu um centro comercial a 700 metros - com apoios públicos diversos - ou quando o nosso amigo cai no desemprego aos 40 anos porque é preciso continuar a pagar chorudos ordenados aos admnistradores da sua empresa, o Estado pura e simplesmente assobia para o ar. Salvar os bancos que estão a ir ao charco é uma indignidade. Deixem-nos ir, fizeram por isso e certamente não serão salvos com os fabulosos lucros que alguns especuladores conseguiram antes da falência deste sistema tipo pirâmide. Não tenham pena dos bancos e dos banqueiros pois eles já roubaram q.b. e não dependem, quase como todos nós, do salário que se recebe no final do mês. Vistas bem as coisas, não precisamos dos bancos para nada e muito menos para gerir o nosso (pouco dinheiro). O capitalismo não tem mais de 200 anos e está longe de ser o sistema perfeito. Que pelo menos esta crise mundial sirva de lição e proporcione uma mudança de paradigma no decrépito e ganancioso sistema financeiro mundial, um universo impune onde diversos sharks amplificam fortunas ilícitas enquanto o Zé Povo dá ao gatilho ou estiola à fome. Não deixa de ser, isso sim, confrangedor ver os chamados analistas financeiros, que mamam da teta agora pôdre, sem palavras para explicar as razões da crise e a sua profundidade. E não venham dizer que não estavam à espera disto...


A CRISE NÃO PASSA POR AQUI?


No 2º trimestre de 2008 o valor médio de oferta dos fogos da Área Metropolitana do Porto (AM Porto) era de 1.271 €/m2. O crescimento registado entre os dois primeiros trimestre do ano foi de 0,7%. O valor/m2 mais elevado continua a verificar-se no Porto, tendo crescido 0,5% no trimestre em causa, fixando-se nos 1.673 €/m2. Matosinhos é o segundo concelho da AM Porto com valores mais elevados, estando 140 €/m2 acima da média da área metropolitana. Porto, Matosinhos e Espinho foram os concelhos com valorizações mais acentuadas da AM Porto. Os restantes seis concelhos apresentaram valores abaixo da média da AM Porto, ou seja, abaixo de 1.271 €/m2, com um ritmo de crescimento menos acentuado, face aos três concelhos acima citados. A Maia e Gaia evidenciam mesmo uma tendência de estabilização em torno dos 1.080 €/m2.Foz supera 2.300 €. As dez freguesias com maior volume de oferta da AM Porto pertencem aos concelhos do Porto e de Matosinhos, estas freguesias concentram 78% da oferta residencial existente nestes dois concelhos. Paranhos é a freguesia da AM Porto com maior oferta residencial sendo responsável por de 22% dos imóveis em oferta no concelho do Porto, com valores médios na ordem dos 1.500 €/m2. As freguesias com imóveis mais valorizados estão na sua maioria no concelho do Porto. Nevogilde e Foz do Douro são as freguesias com imóveis mais caros, acima dos 2.300 €/m2. No patamar intermédio, acima dos 1.900 €/m2, estão Aldoar e Massarelos, seguidas por Lordelo do Ouro e Ramalde, com valores de 1.770 e 1.662 €/m2, respectivamente.A zona histórica do Porto, constituída pelas freguesias de São Nicolau, Sé e Vitória, colocam-se no ranking com valores médios na casa dos 1.650 €/m2.Matosinhos (freguesia) e Leça da Palmeira também estão entre as freguesias mais caras, com valores que rondam os 1.600 €/m2. Cedofeita consiste na última freguesia a entrar no ranking das dez mais caras, com valores médios já abaixo dos 1.600 €/m2.
in JORNAL DE NEGÓCIOS

GRANDE LEIXÕES


Belo ambiente no Estádio do Mar, onde muitos corações estiveram divididos - o jogo foi também um bom teste ao leixonismo de alguns... Ficou, no final, um sabor agridoce porque evitou-se a derrota mas ficou a sensação de que a vitória teria sido possível. Enfim, lá somamos mais um ponto, estamos a um do líder, com 9 de distância para a linha de água, isto quando se disputaram apenas 15 pontos. Vamos de Mota e parece que ainda não metemos todas as velocidades.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O SR. MÁRIO MAIA

Primeiro presidente da Câmara de Matosinhos após o 25 de Abril, Mário Moreira Maia, ao que me conta, está a escrever um livro. Faz muito bem. O sr. Mário Maia viveu um tempo único e é um dos esteios do poder realmente democrático em Matosinhos, sendo uma referência também do Partido Socialista. Pela parte que me toca, terei com ele uma dívida eterna, pois foi o meu primeiro patrão, tinha eu 16 anos. Na "Gónia", onde de manhã vendia anzóis e de tarde ajudava a rematar os encerados de automóveis. Foi um Verão inesperadamente feliz onde aprendi o valor do trabalho, contando com companheiros afáveis e um patrão que me tolerava pois era amigo, e continua a ser, do meu pai. Um homenzarrão de sorriso fácil e com uma faceta humana incomum. Que terá muito para contar. Cá ficamos todos, pois, à espera da sua história de vida.

O KARTÓDROMO


O director do kartódromo do Cabo do Mundo, em Perafita, diz ter licença para exercer a actividade, rejeitando um parecer da Câmara que hoje será votado e onde é também considerado que o nível de ruído excede limites. "Ainda não fomos notificados nem recebemos nenhuma ordem judicial por parte da Câmara de Matosinhos. Tomamos conhecimento do parecer pelo JN", afirmou, ontem, Filipe Silva, director do kartódromo do Cabo do Mundo. O JN deu a conhecer, anteontem, um parecer dos serviços jurídicos da Câmara - hoje em discussão na reunião pública do Executivo -, que propõe encerrar temporariamente o espaço, com o argumento de "constituir um foco de poluição sonora, em desrespeito pelos limites da lei". Por utro lado, o documento diz que a actividade no kartódromo não está "devidamente licenciada", logo "imbuída de ilegalidade" . Para Filipe Silva, porém, nada disso é correcto. "O kartódromo tem licença e está legal há 29 anos. Está tudo registado. Não entendo a Câmara quando diz que existe ilegalidade na licença. Não vejo necessidade para obras", diz. Quanto aos níveis de ruído e às consequentes queixas de moradores, o proprietário afirma que o kartódromo "cumpre o nível de ruído definido por lei". "As pessoas quando vieram para aqui morar sabiam que existia um kartódromo há muitos anos. A Câmara deveria ter tido algum cuidado em construir as casas para que não ficassem perto deste espaço", diz. Contudo, o proprietário assume que recebe " visitas constantes da GNR", motivadas por queixas de moradores e que até já foi alvo de uma providência cautelar, que proibia os karts a dois tempos. Filipe Silva admite, ainda, que já foi multado. "Foi há dois anos, quando eram utilizados os motores a dois tempos ", explica.
Também no ano passado, um juiz, acompanhado por residentes, esteve nas instalações para discutir o problema do ruído. Do encontro resultou um acordo: o proprietário só poderia utilizar os karts a quatro tempos. " Desde aí não recebemos qualquer notificação", refere o director.
O responsável pelo kartódromo revela que a notícia do encerramento está a prejudicar o funcionamento do espaço, " esta situação está a causar transtorno. Já perdemos clientes, três deles levantaram os karts e saíram da pista porque pensaram que o kartódromo ía fechar".
Paulo Pardalejo frequenta o kartódromo desde que abriu e não acredita que a Câmara o feche. "É um desporto que engloba o maior escalão etário: dos sete aos 50 anos. É impensável fechar esta pista". Segundo este cliente, " talvez haja a necessidade de actualizar o espaço (colocando bandas que nivelem o som), mas a Câmara deve colaborar com os responsáveis."
Manuel Santos, ex-emigrante no Brasil, e os seus filhos são presença assídua na pista de karting. "Discordo do encerramento. A urbanização foi feita depois do kartódromo. Moro perto e nunca tive problemas com o barulho. Eles utilizam a pista no horário em que, em princípio, todos estão acordados", realça. Manuel diz que vai procurar outro kartódromo se o espaço em Perafita fechar. "Os filhos pegaram o vício e não querem parar", acrescenta.

in JN


Um breve comentário: moro perto do Kartódromo e os moradores que conheço não se queixam muito, quando ali chegaram já lá estava o equipamento e habituaram-se à "coisa", sendo que aquele é, comprovadamente, um espaço lúdico muito frequentado ao fim de semana, proporcionando bons momentos aos grupos que lá fazem as suas corridinhas. Eu de vez em quando vou até lá beber uma bejeca e ver os popós a acelerar... Prefiro aquele rrrrrrrrrrrrrr a um qualquer mamarracho que ali possam implantar...em breve.

OS MECOS

Foto O Leixão
A http://www.matosinhos.otos.tv/ é cada vez mais uma ferramenta indispensável para os matosinhenses. Embora seja claramente um meio de comunicação social de oposição ao actual poder autárquico, ela mostra-nos o povo em todo o seu esplendor democrático, como de tal é exemplo a manif na Serpa Pinto a propósito dos mecos. Manif que o presidente da junta transformou numa reunião no interior de um armazém de vinhos. Salta aos olhos que a alteração da sinalização naquela avenida é no mínimo polémica e que foi feita sem qualquer consulta prévia aos moradores e comerciantes daquela importante via de circulação. Uma questão claramente de autismo de quem pode e decide face àqueles que formam e usufruem do espaço público. As imagens editadas dão conta de uma verdadeiro pandemónio - que muitas vezes também se registava na postura anterior de trânsito... - e também da revolta daqueles que pelos vistos só contam na hora do apelo ao voto. O "poder ao pé da porta" deve ser exercido como tal e não com decisões à má fila, pela calada da noite. Não sou eu que vou contestar a qualidade dos nossos técnicos de trânsito mas, caramba, meus senhores, o que fizeram desta vez é uma verdadeira obra de engenharia criativa: uma espécie de rally paper num vaso arterial fundamental. Ainda na Matosinhos TV, imprescindível também ouvir Pedro Baptista, acompanhado por um senhor de cordão cervical e com um fundo de gaivotas em terra, a afirmar que a primeira medida que vai tomar se for eleito presidente do PS Porto é convocar matemáticos no sentido de encontrar um sistema eleitoral perfeito, o que só confirma o que atrás se disse, ou seja, que a matemática eleitoral é uma prioridade dos políticos que temos e não o trânsito, o interesse particular das populações e o pulsar de uma cidade. É pena mas pouco há para fazer a não ser, de quando em vez, exercer o nosso direito à indignação, que era o que estava a fazer o meu primo Miguel naquela concentração na Serpa Pinto onde presumo ter visto, muito caladinha, a líder do PSD local, a dona Clarisse.

domingo, 5 de outubro de 2008

F7 + ESC+ DEL

O Outono corre manso, de luz filtrada e brisas anunciando gelos. Um tempo de certo suspense. Se em breve um cometa atingir o planeta ninguém se importará. A fulminante explosão terá pelo menos o condão de relembrar a nossa breve inexistência.

sábado, 4 de outubro de 2008

O METRO

Esta foi uma semana fértil em notícias e contra-notícias sobre o pequeno metro do grande Porto. Em causa está a expansão da rede. A um ano das autárquicas, os presidentes de câmara em exercício querem "metros", ou até "centímetros", para acrescentar às respectivas campanha. É isso que está em causa e não o modelo de sustentação económica de um equipamento que dá um prejuízo brutal e que é espantosamente lento e pouco eficaz. Não sou um utilizador frequente do metro mas não é preciso muito para se perceber que nada tem a ver com qualquer metropolitano digno desse nome, ou seja, abrangente, rápido e barato. O povo, claro, não tem voto na matéria e só tem de aproveitar o que há. Que é manifestamente pouco, sobretudo se comparado com o folclore recente. Onde Rui Rio mais uma vez aparece na posição de besta negra. O presidente da Câmara do Porto é um não alinhado e pagará com isso até ao fim. Queria o metro a descer a Avenida da Boavista? Pois que espere sentado, ele vai dar a volta pelo Campo Alegre. Pouco importa que, à conta desse projecto anunciado, já se tenham gasto mais de 3 milhões de euros na requalificação da maior avenida do Porto... O nosso presidente da Câmara também estava de acordo com este traçado mas entretanto mudou de ideias. É algo que pode fazer e que se aceita sobretudo para quem está por dentro da própria administração do Porto. Como todos já perceberam, neste país a presidência de uma autarquia não é suficientemente motivadora, faz sempre falta um lugarzito numa administração pública vizinha, no caso, a Metro. Por isso, toda esta discussão a que assistimos é simplesmente patética. Os decisores estão a discutir uma decisão que tomaram em colégio, obviamente com base em estudos que jamais conheceremos. Quando muito teremos um "cheirinho" dos mesmos, tal como acontece com as regalias inerentes à duplicação de cargos na administração pública. Eu sei, eu sei: essa malta só anda de Metro no dia das inaugurações. De borla, claro.

O NIASSA

Este paquete fez durante muitos anos parte do meu imaginário. É normal um miúdo que nasce ao lado do Porto de Leixões ter com os barcos e tudo o que é navegação uma ligação especial. Por mero acaso, um amigo meu, o António Duarte, que reside em Unhais da Serra, ali com vista para o ponto mais alto de Portugal, enviou-me magníficas imagens de antigos paquetes da marinha imperial portuguesa. Entre eles o meu eleito - o Niassa. Porque foi nele que o meu padrinho, o Barocas, já falecido, viajou para Angola, numa viagem que toda a família acabou por fazer quanto mais não seja nas asas da imaginação. É também a memória de um país que não era mais rico mas que muitos garantem que era mais feliz. Pela parte que me toca, confirmo, mas era uma criança ainda e já nessa altura sabia que melhores dias não viriam.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ELAS ESTÃO DE VOLTA


JPC

Foi visto em Matosinhos, pelas cinco da matina, perigoso cronista de costumes, à caça do gambozino, do rouxinol e da ave de arrivação. Consta que tomou o pequeno almoço no restaurante Estrela do Mar - uma sopa de peixe - e que seguiu caminho pela Rua do Sul. Um guarda-nocturno tresmalhado garantiu que o viu entrar no bar "Macau", onde gastou as últimas munições. Políticos locais continuam fechados nos respectivos bunkers. JPC, o atirador de faca e garfo, afinal o crítico gastronómico mistério da "Sábado", promete voltar a atacar. Muito provavelmente quando tiver de novo apetite, depois do safari que iniciou em Bragança e que terminou algures numa mousse de chocolate.

PS - Agora a sério: são de Matosinhos os dois melhores cronistas nacionais - este moço bem vestido e o Alberto Gonçalves -, o treinador da selecção da Vietname, o melhor jornalista da SIC (Rodrigo Guedes de Carvlho) e também a Ana Brochista, mais conhecida por Ana do Bochecho. Posto isto, o que nos obriga a importar políticos da Trofa ou de Santa Marta de Portuzelo? Só por puro masoquismo pois a Ana daria uma excelente presidente da Câmara das Caninhas Verdes e restantes terras de bouças.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

JOÃO FONSECA

Há leixonenses e leixonenses. João Fonseca é um daqueles que não oferece dúvidas. Hoje, no Estádio do Mar, conversei com ele longamente. O nosso "bebé", hoje com 60 anos, contou com um brilho nos olhos a sua história. O seu início como empregado da secretaria do Leixões, a sua estreia no velhinho campo de Santana, substituindo o grande Rosas, a sua passagem para o Benfica, dando ao Leixões mais de 500 contos, isto em em 1969. O dia em que se meteu no "foguete" e foi sozinho para Lisboa, apanhou um táxi e subiu à sede do Benfica para assinar contrato. A entrada no serviço militar, na Figueira da Foz, onde foi companheiro de armas de Manuel Galrinho Bento, mais tarde titular da baliza benfiquista. A Polícia Militar em Lisboa e a ameaça de ser destacado para Timor, enquanto Jimmy Hagan, um inglês que treinava o Benfica, não entendia por que razão Fonseca perdia tempo com o serviço militar. Voltou ao Leixões por empréstimo e pagou-o do seu bolso numa fase difícil da sua vida, em processo de divórcio, com dois filhos já. Foi viver para o Hotel Porto-Mar mas a pressão subiu e teve de ir para a Foz, para um hotel onde mais tarde o Leixões estagiou. "Íamos de eléctrico, no 1, para o estágio", recordou quem não tinha coragem de sair de casa, tal como os seus colegas, sempre que o Leixões perdia. Fonseca voltou ao Benfica, foi emprestado ao Varzim, foi internacional A pela primeira vez ao lado de Chalana e com o 25 de Abril tornou-se um jogador livre, depois de passar também pelo Ourense, na Galiza. FC Porto e Benfica disputaram-no. Acabou no FC Porto onde foi bicampeão, tal como no Benfica, onde conseguir fazer 20 jogos, apesar de estar na sobra de José Henriques (Zé Gato). No último jogo, nas Antas, na celebração do bicampeonato, pediu para sair perto do fim para permitir que Rui, o seu suplente, fosse campeão. O público portista obrigou-o a dar duas voltas ao estádio como prémio pelo gesto. Acabou a sua carreira já depois dos 40 anos, no Chaves, foi treinador adjunto de vários clubes e hoje é o treinador dos guarda-redes do Leixões. Fonseca foi tudo isto e é também ainda um homem com memória. Não esquece o "pai" António Teixeira, treinador dos "bebés", seu treinador também no Varzim. Nem esquece o meu pai, Joaquim Queirós, um dos dirigentes leixonenses que mais destaca como importante na sua brilhante carreira. Só um clube como o nosso pode ter homens com esta grandeza.

SEXO NA CIDADE

Há alguns dias, entrei num prédio de Matosinhos Sul e, perante alguma hesitação, o porteiro fez o favor de me dizer que as meninas estão no 2.º B esquerdo. Por acaso não era para lá que me dirigia... A cidade está cheia de "massagistas" e podemos ter a sorte, ou o azar, de um dia nos calhar uma ao pé da porta. É todo um mundo aparentemente fascinante a fazer fé nos anúncios dos jornais. Mulheres escaldantes, quarentonas gulosas, gordinhas baixinhas, muito meiguinhas sozinhas, quarentonas meigas de bumbum e peito grandes, cabritas sem pressa, indianas, japonesas, romenas e, para quem não se satisfaz apenas com acrobacias, meninas mulher cultas e gulosas. Os preços variam entre as 25 e as 200 rosas, o que não é muito dinheiro se quisermos ficar a saber finalmente o que é um pingulin grande! É todo um mundo de mulheres sensuais, meigas, simpáticas, sem pressa, jovens, ardentes e experientes - enfim, tudo o que normalmente não temos em casa - e com diversos estatutos sociais: casadas, divorciadas, solteiras, universitárias... Tenho procurado (nos anúncios, claro) mas ainda não vi oferta de virgens. Presumo que foram todas requisitadas por Alá, para receberem os bombistas que entram em ignição na perspectiva de um pingulim imaculado. Melhor só mesmo a dominação oferecida (grátis mesmo) com "disciplina, fétiche e masmorra". Ainda bati no 2.º B esquerdo mas não era lá.

LINHA CONTÍNUA


O presidente da junta de freguesia de Matosinhos está revoltado com o traço contínuo da Avenida de Serpa Pinto. A cidade está, pois, parada. Por muito menos já houve revoluções. A lota continua, perdão, a luta.

PUM PUM!

No próximo dia 9, no centro de congressos, Guilherme Pinto comemora mais um aniversário do seu mandato à frente da nossa autarquia. Mais uma oportunidade para contar espingardas. Faltará saber apenas se algumas das espingardas que irão estar presentes não são de duplo cano...

AIR BALL

O grupo de amigos do jogo do cesto roto, que se reunia uma vez por semana no pavilhão da Bataria, em Leça da Palmeira, foi avisado esta semana que não há mais nada para ninguém. Se o José Rodrigues quiser continuar a fazer triplos tem de ir pregar para uma freguesia que não seja patrocinada pela Matosinhos Sport. Claramente, foi uma falta técnica!

OBRAS EM CURSO


Este porto de águas livres reabre dentro de momentos, depois de bater no fundo.